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COLUNA ZILDA BRANDÃO
Jornalista - São Paulo, Brazil



Como uma dose de ousadia transformou marcas brasileiras em sucesso
Por Zilda Brandão - 09/11/2018 às 10:28


Case Havaianas e outros produtos nacionais bem-sucedidos são referência para internacionalização da economia criativa brasileira

Um calçado barato, associado a um público de menor renda, e caminhando para se tornar mais um integrante do hall de produtos saudosistas. Some a isso uma empresa centenária e que já vinha tentando se internacionalizar - sem qualquer sucesso - com a marca de jeans USTOP. Foi esse o cenário encontrado pela executiva Ângela Hirata quando assumiu a diretoria de comércio exterior da Alpargatas, nos anos 90, e decidiu adotar uma proposta ousada. Ela queria exportar um produto com DNA puramente brasileiro: as sandálias Havaianas - aquelas que não soltam as tiras. Deu muito certo e o produto hoje é encontrado em dezenas de países, sucesso inclusive entre celebridades internacionais.
 
Angela Hirata - Alpargatas
Ângela Hirata, executiva que internacionalizou a marca Havaianas, durante painel do MicBR. Crédito: Produtora Novas Ideias

Para Ângela, que hoje preside a Casa de Cultura Japan Tower e é superintendente do Shopping D&D, a estratégia que fez da Havaianas um sucesso internacional pode ser replicada em outros projetos de internacionalização do setor da moda. “Ter um produto com DNA brasileiro e saber posicioná-lo como marca é essencial, não importa se o preço é maior ou menor”, disse a executiva. Ela participou do painel “Fashion Business: Cultura, Comportamento, Tendências e Internacionalização”, que integra a programação do megaevento Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MicBR), que ocorre em São Paulo até domingo (11). 
 
Ângela diz que uma dose de ousadia é essencial ao buscar o mercado externo. “Fomos para a Galeria Lafayette, em Paris, para vender um produto brasileiro, a sandália Havaianas, com neve na porta e com a direção do local pedindo que fossem distribuídas gratuitamente. Não topei e banquei a venda do produto, com tiras soltas para customizar na loja. Foi um sucesso”, relatou a empresária.
 
Criar uma identidade nacional, ajudando a capacitar o produto brasileiro para o mercado internacional, é parte do trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal). Um dos projetos leva designers para percorrer algumas cidades brasileiras, conhecendo a cultura local e paisagens nacionais para que sirvam de inspiração. “A ideia é buscar referências brasileiras para dar identidade ao produto. Hoje, temos um arquivo dessas referências”, disse Ilse Guimarães, superintendente da Assintecal. Segundo ela, há 27 empresas que desenvolvem produtos com inspiração na “realidade e beleza” das cidades visitadas. 
 
As iniciativas da associação incluem o projeto “By Brasil Components, Machinery and Chemicals”, programa de exportação em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), e outras entidades. “Os conceitos de sustentabilidade e inovação de materiais precisam ser trabalhados para mostrar lá fora a qualidade da nossa matéria-prima e da estamparia dos materiais, e não só do produto acabado.”
 
O painel também abriu espaço para o processo criativo da moda que, na visão de Mario Queiroz, precisa “sair da caixinha”. Designer, professor de moda e criador do evento Homem Brasileiro, Queiroz aponta a definição do público como o maior desafio da atualidade. “Não tem mais tribo, convivemos com diferentes tribos ao longo do dia, a idade já não define seu modo de agir ou de consumir. Hoje fazer moda requer uma visão mais aberta”, diz o designer. Ele critica a busca de referências na Europa ou nos Estados Unidos, importada sem “qualquer adaptação”. Para Queiroz, macrotendência é o que aponta o caminho da criação. “Não pode olhar só moda, mas outras expressões de design para ver a tendência, é tudo muito integrado.”
 
Uma experiência de sucesso nessa linha foi realizada pelo estilista Reinaldo Lourenço, em 2015, quando visitou diversas cidades de Portugal a convite do projeto Connecting Dots a fim de conhecer a cultura local, museus, paisagens e tudo que pudesse ajudar na criação. “Foi uma experiência incrível, em que ele teve acesso a uma variedade enorme da cultura portuguesa, referências usadas com muito sucesso em sua coleção”, lembrou Ana Bela Cunha, fundadora do Connecting Dots. 
 
O próximo projeto, para 2019, é reunir experiências da economia criativa dos países lusófonos. “É uma proposta grande que estamos organizando e abordará as dez áreas reunidas na proposta do MicBR, como gastronomia, música, moda entre outros, tendo como ponto em comum a língua portuguesa.”

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Fonte: Assessoria de Imprensa



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